Produzido pela Sala de Articulação contra a Desinformação (SAD), documento tem apoio de mais de 700 organizações da sociedade civil; saiba mais
A Sala de Articulação contra a Desinformação (SAD) publicou em agosto de 2026 a nova edição do relatório “O papel das plataformas na proteção da integridade eleitoral”, realizado desde 2022.
O documento analisa as medidas e políticas adotadas pelas empresas de sistemas de IA generativa, de redes sociais e de aplicativos de mensageria quanto a três principais temas: integridade eleitoral; meio ambiente e clima; e violência política de gênero e raça. O foco central foi entender como essas plataformas combatem ou não a desinformação no contexto eleitoral. A análise abrangeu Meta (Facebook, Instagram e WhatsApp), Kwai, X, LinkedIn, YouTube, TikTok e Telegram, bem como os modelos de IA Grok, Gemini, ChatGPT, Claude e Llama.
Segundo o estudo, o ambiente informacional das eleições deste ano é estruturalmente diferente do de 2022, já que agora temos uma massificação do uso de IA, o que coloca uma camada a mais de complexidade no debate sobre integridade eleitoral, que antes estava mais focado na moderação de conteúdo nas redes sociais.
“Enquanto as eleições municipais de 2024 permitiram observar os primeiros indícios do papel da inteligência artificial na disputa eleitoral — na ocasião ainda de maneira pontual —, 2026 promete um cenário mais complexo, sobretudo pela ascensão e proliferação de plataformas de IA generativa, que oferecem alternativas para o desenvolvimento e a disseminação de desinformação de forma vasta, rápida e de baixo custo, inaugurando questões que o arcabouço regulatório brasileiro ainda não enfrentou em escala”, lê-se no relatório.
Feitas as análises das políticas das empresas, o documento também traz recomendações às empresas de plataformas de redes sociais, aos aplicativos de mensagem e às de IA, assim como ao Estado brasileiro, à Justiça Eleitoral e à sociedade civil.
A Open Knowledge Brasil, assim como outras 73 organizações da sociedade civil, assinaram o documento feito pela SAD, que reúne organizações da sociedade civil, incluindo grupos de pesquisa acadêmica, preocupadas com os impactos sociais da desinformação on-line.


