Diante da polarização política, destacamos instrumentos construídos para manutenção da integridade e autonomia política do país, além da participação e inclusão social no sistema democrático brasileiro
A polarização política observada sucessivamente nas eleições brasileiras tem criado um cenário fértil para o extremismo político, a promoção da desconfiança sobre as instituições públicas e o processo eleitoral, e a intensificação de discursos de ódio e de desinformação. Isso compromete a estabilidade das instituições democráticas e de investimentos em políticas públicas voltadas ao bem coletivo. Diante desse cenário, destacamos mecanismos democráticos e políticas que consideramos de grande relevância para a manutenção da integridade e da autonomia política do país, além da participação e da inclusão social no sistema democrático brasileiro. Também analisamos* as propostas para cada tema contidas nos Planos de Governo, registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), dos dois candidatos concorrentes neste segundo turno das eleições presidenciais de 2026: Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
1. Defesa da democracia
O Brasil foi redemocratizado há 41 anos, após o fim da ditadura militar que durou 21 anos (1964 a 1985). A Constituição Federal construída em 1988 é conhecida como “Constituição Cidadã” por ampliar a participação popular e os direitos ao voto e a garantias sociais. A carta magna da nação assegura eleições regulares, livres e universais, além de garantias sociais e direitos fundamentais antes inexistentes, por exemplo, o direito à saúde pública. O sistema eletrônico de votação auditável é utilizado desde 1996 e garante a transparência do sistema eleitoral e a fiscalização pública do processo eleitoral, reforçando a segurança do sistema contra fraudes.
Além de fazer a auditoria cidadã das eleições, é importante defender o sistema brasileiro contra ataques, como o que aconteceu em 8 de janeiro de 2023 em Brasília, em que apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) depredaram o patrimônio público com o objetivo de provocar intervenção militar e reverter o resultado da eleição presidencial de 2022, que elegeu Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Nas eleições de 2026:
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) propõe reformar o Judiciário e restringir as competências do Supremo Tribunal Federal (STF), além de acabar com a reeleição para presidente.
O candidato à Presidência Lula (PT) propõe a expansão da participação social no orçamento participativo e na reforma política.
2. Espaços participativos
A Constituição garantiu a participação da sociedade na administração pública e na implementação e fiscalização de políticas públicas. Ao longo dos anos, foram conquistados espaços e mecanismos de exercício de controle social em que a sociedade civil consegue estabelecer interlocução com os órgãos governamentais e incidir sobre decisões, como:
- Audiências e consultas públicas;
- Canais de denúncia;
- Conselhos Nacionais de Políticas Públicas, por exemplo:
– Conselho de Transparência, Integridade e Combate à Corrupção (CTICC);
– Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH);
– Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS);
– Conselho Consultivo para a Transformação Digital (CCTD);
– Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA).
Nas eleições de 2026:
O candidato Flávio Bolsonaro (PL) rejeita a participação de sindicatos na formulação de políticas públicas e propõe o relacionamento com a cidadania por intermédio de aplicativos de atendimento digital.
O candidato Lula (PT) propõe institucionalizar conselhos e fortalecer a participação no planejamento orçamentário.
3. Comitês multissetoriais autônomos e agências reguladoras e fiscalizadoras
Também foram construídas instituições de controle institucional para cada poder público, que tem o objetivo de fiscalizar o emprego de recursos públicos e o cumprimento de políticas e legislações. São exemplos:
- Controladoria-Geral da União (CGU);
- Ministério Público (MP);
- Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br);
- Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD).
Nas eleições de 2026:
O candidato Flávio Bolsonaro (PL) propõe a profissionalização das agências reguladoras e a revogação de regulamentos.
O candidato Lula (PT) propõe a criação de novos órgãos para lidar com temas tecnológicos, ambientais e sociais.
4. Direito de acesso à informação e infraestruturas públicas digitais de dados abertos
O direito de acesso à informação foi inicialmente previsto pelos artigos 5, 37 e 216 da Constituição Federal. Antes disso, os governos não eram obrigados a disponibilizar informações de interesse privado ou público. Posteriormente, a Lei de Acesso à Informação (LAI – Lei nº 12.527/2011) regulou esta garantia, obrigando os órgãos da administração pública direta e indireta, e dos Poderes Executivo, Legislativo, e Judiciário, de todos os entes da União (Governo Federal, Estados e Municípios) a disponibilizar informações de interesse público, independentemente de solicitação, para desenvolvimento da transparência da administração pública e do controle social. Para isso, foram criadas ferramentas para exercício da transparência pública, tais como:
- a Política de Dados Abertos do Poder Executivo Federal (Decreto nº 8.777/2016);
- o Portal Brasileiro de Dados Abertos;
- a Infraestrutura Nacional de Dados Abertos – INDA;
- a Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais – INDE.
Nas eleições de 2026:
O candidato Flávio Bolsonaro (PL) propõe a extinção das estruturas institucionais de checagem e combate à desinformação, que considera como censura, e defende a expansão de serviços digitais.
O candidato Lula (PT) propõe a construção de bases de dados públicas e infraestruturas digitais para prestação de serviços, e uso de dados para transparência orçamentária e combate à corrupção.
5. Produção e disponibilização de dados para acesso público
Dados são informações estruturadas que refletem um recorte da realidade de maneira objetiva. Eles registram fenômenos do mundo real e servem não apenas para conhecer aspectos da sociedade, interpretar fatos, mas para subsidiar pesquisas, decisões e políticas públicas baseadas em evidências. No entanto, os dados não são naturais e precisam ser coletados com métodos de pesquisa científica, o que requer investimento de conhecimento técnico e financeiro. Quem controla o acesso a dados controla a narrativa a respeito da interpretação da realidade. Portanto, é importante valorizar as iniciativas públicas de pesquisa e a disponibilização de informações qualificadas que beneficiam toda a sociedade, como:
- o Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE);
- o Projeto de Monitoramento do Desmatamento no Brasil por Satélite (PRODES);
- o Sistema de Detecção de Desmatamentos em Tempo Real (DETER);
- o Departamento de Informação e Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS);
- o Cadastro Ambiental Rural (CAR).
Nas eleições de 2026:
O candidato Flávio Bolsonaro (PL) propõe transparência e rastreabilidade orçamentária das emendas parlamentares, fiscalização de financiadores internacionais de ONGs e uso de dados de cidadãos para análise de crédito.
O candidato Lula (PT) propõe o uso de dados para acompanhamento público de gastos em igualdade racial, gênero e meio ambiente e fiscalização de algoritmos.
6. Direitos digitais
O avanço tecnológico, a ampliação do uso da internet e a modernização da administração pública demandam avanços na regulação do uso da rede de conexão mundial, no aprimoramento da transparência e intercâmbio de dados e na oferta de serviços digitais, na proteção de direitos digitais e de mecanismos de controle social. Nesse sentido, foram criados regulamentos como:
- o Marco Civil da Internet (Lei nº 12.965/2014);
- a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD – Lei nº 13.709/2018);
- a Política Nacional de Governo Aberto (Decreto nº 10.160/2019);
- a Lei do Governo Digital (Lei nº 14.129/2021);
- o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital – Lei nº 15.211/2025).
Nas eleições de 2026:
O candidato Flávio Bolsonaro (PL) rejeita intervenção governamental e regulação.
O candidato Lula (PT) propõe regulação das big techs.
7. Inclusão digital
Com desigualdades estruturais, o país tem diferenças relevantes no acesso à internet e às ferramentas e na qualidade de conexão. A pesquisa sobre o uso das tecnologias de informação e comunicação nos domicílios brasileiros (TIC Domicílios 2025), do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), identificou que 30% da população brasileira está no nível mais baixo de conectividade significativa, contra 20% no nível mais alto. Isso significa que enquanto classes A e B, pessoas com Ensino Superior, indivíduos brancos, moradores de áreas urbanas e nas regiões Sul e Sudeste têm níveis mais altos de conectividade, isso não acontece entre as pessoas das classes D e E, com
menor escolaridade, de áreas rurais, favelas e da Amazônia Rural Legal. A inclusão digital é atualmente uma condição importante para o exercício da cidadania, o acesso a serviços públicos e a autonomia socioeconômica.
Para enfrentar a exclusão digital, foram criadas políticas para universalizar o acesso à internet e capacitar a cidadania a utilizar tecnologias digitais e fomentar a inovação nos setores produtivos. São elas:
- Política Nacional de Educação Digital (PNED – Lei nº 14.533/2023);
- Plano Nacional de Inclusão Digital (PNID);
- Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Decreto nº 11.713/2023);
- Estratégia Brasileira de Inteligência Artificial (EBIA);
- Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA 2024–2028).
Nas eleições de 2026:
O candidato Flávio Bolsonaro (PL) propõe expansão de infraestrutura e soluções de conexão de acesso direto pelos usuários.
O candidato Lula (PT) propõe uma política para letramento digital e expansão da infraestrutura pública de conexão.
8. Construção de regulamentos sobre plataformas digitais com participação social
Os últimos anos foram marcados por um “cabo de guerra” entre as plataformas de grandes empresas de tecnologia e a defesa de direitos digitais. Uma disputa emblemática foi a respeito da regulação de plataformas com o projeto da Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet (Projeto de Lei n° 2.630/2020), que foi alvo de um forte lobby das big techs no Congresso até ser engavetada.
Vale lembrar que ainda está em pauta a construção de regulamentos importantes que devem passar por discussões com ampla participação dos diferentes setores da sociedade. Os governantes e parlamentares não devem apenas ouvir como uma mera formalidade, e as contribuições recebidas da sociedade devem ser avaliadas e seriamente consideradas nos processos deliberativos. São exemplos ainda em jogo:
- Marco Legal da Inteligência Artificial (Projeto de Lei n° 2.338/2023);
- Regulação da concorrência voltada a grandes plataformas digitais (Projeto de Lei n° 4.675/2025);
- Política Nacional de Proteção de Dados Pessoais e da Privacidade (PNPD).
Nas eleições de 2026:
O candidato Flávio Bolsonaro (PL) se opõe às regulamentações sobre plataformas, o que considera censura.
O candidato Lula (PT) propõe a regulação democrática e participativa das plataformas digitais contra desinformação e discursos de ódio.
9. Ciência, tecnologia, inovação e educação
As políticas de ciência, tecnologia e inovação são complementares e relevantes para o desenvolvimento socioeconômico. Por séculos, o país não investiu em escolas de capacitação técnica e seguia uma economia baseada na produção e exportação de produtos primários e agrários, submetido aos interesses da metrópole colonizadora.
Na América Latina, a primeira universidade foi criada na República Dominicana, em 1538. No Brasil, o ensino foi inicialmente empreendimento de iniciativas catequistas. Devido à transferência da corte portuguesa para o Brasil, em 1808, foram criadas as primeiras escolas técnicas, além de outras legislações racistas que impediam educação para pessoas africanas e seus descendentes, como a Lei nº 1, de 14 de janeiro de 1837, da Província do Rio de Janeiro. Apenas no século XX foram criadas as primeiras universidades no país, por exemplo a Escola Universitária Livre de Manáos, de 1909. A educação básica pública foi consolidada como um direito universal e um dever do Estado apenas na Constituição Federal de 1988.
Embora a educação tenha o potencial de mudar vidas e a sociedade como um todo, estudar foi por séculos privilégio de poucos na sociedade brasileira. Foi necessário construir todo um sistema educacional, por exemplo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB – Lei nº 9.394/1996) e a criação da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Lei nº 11.892/2008), e construir mecanismos de inclusão com a Lei de Cotas (Lei nº 12.711/2012) para o Brasil figurar no ranking das melhores universidades do mundo.
Além disso, as universidades precisam de autonomia para o desenvolvimento científico e de investimentos para que os conhecimentos gerados pelas pesquisas possam criar ferramentas tecnológicas e promover inovações que transformem a sociedade. Sucessivos cortes de verbas ocorridos desde o governo Temer, com a Emenda Constitucional nº 95/2016, vêm impondo desafios à sobrevivência da área.
Nas eleições de 2026:
O candidato Flávio Bolsonaro (PL) propõe a expansão de escolas cívico-militares e parcerias com o setor privado. No nível superior, propõe unificação da governança pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e reorientação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pesoal de Nível Superior (CAPES) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) para a inovação e foco produtivo.
O candidato Lula (PT) propõe políticas contra a evasão no ensino médio, expansão das instituições públicas de ensino superior e recomposição de fundos de financiamento de pesquisa.
10. Desenvolvimento socioeconômico e tecnológico com conservação ambiental
O país é sinônimo de recursos naturais, minerais, energéticos. Por isso, não é raro que as variadas empresas busquem este lugar para se instalarem. Aqui está a segunda maior reserva mundial de terras raras, sendo um alvo da disputa geopolítica da corrida tecnológica.
O Brasil deve regular o extrativismo e conciliar o progresso econômico e ambiental com a conservação ambiental, não apenas para continuar dispondo de seus recursos, mas também porque é essencial para o combate à crise climática global. A sustentabilidade depende do desenvolvimento de ferramentas de controle, monitoramento e desenvolvimento de políticas de proteção ambiental, como:
- o Código Florestal (Lei nº 12.651/2012);
- a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE – Lei nº 15.506/2026);
- o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama);
- o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio);
- o Plano Nacional de Transição Energética (Plante);
- o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).
Nas eleições de 2026:
O candidato Flávio Bolsonaro (PL) propõe o uso de recursos naturais para a geração de renda, a facilitação de licenciamento, a atração de empreendimentos e ainda promete zerar o desmatamento ilegal.
O candidato Lula (PT) também promete zerar o desmatamento ilegal e propõe medidas para o desenvolvimento com sustentabilidade climática e ambiental e o fortalecimento dos órgãos de fiscalização.
11. Reconhecimento de territórios de povos originários e populações tradicionais
O desenvolvimento sustentável também está relacionado com a proteção de comunidades tradicionais locais. Elas compõem o grupo populacional mais afetado pela expansão das fronteiras produtivas, precisando lidar diretamente com as externalidades negativas e os custos de um progresso desenfreado. A cultura produtiva desse grupo está relacionada aos seus territórios, e é dever da União reconhecer e proteger os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam, como estabelecido na Constituição Federal de 1988 (Artigo 231). Para isso, foram criadas as regulamentações:
- Reconhecimento de terras indígenas (Lei nº 14.701/2023);
- Reconhecimento de terras quilombolas (Decreto nº 4.887/2003);
- Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais (PNPCT – Decreto nº 6.040/2007);
- Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).
Nas eleições de 2026:
O candidato Flávio Bolsonaro (PL) propõe autonomia para que as comunidades decidam sobre as atividades produtivas nos territórios e critica restrições.
O candidato Lula (PT) propõe continuidade dos processos de demarcação territorial, remoção de invasores e criação de infraestruturas de saúde e educação.
12. Soberania nacional
Atualmente, a soberania nacional não se trata apenas de defender as fronteiras brasileiras – que tem como desafio o fato de ser um país continental – e enfrentar o tráfico internacional. Tem relação também com a capacidade de autogestão política e econômica e proteção tecnológica contra ciberataques.
No governo de Donald Trump, os Estados Unidos enrijeceu uma política externa historicamente intervencionista, que ameaça as democracias dos países latino-americanos. A exemplo, a imposição de uma super taxação sobre produtos brasileiros exportados aos EUA desde abril de 2025, para pressionar a política e a economia do país. Além disso, em janeiro de 2026, os EUA realizaram uma intervenção militar na Venezuela, capturando o presidente Nicolás Maduro e impondo um governo interino e o controle sobre a indústria petrolífera.
No cenário da tecnologia, em setembro, o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata – PL 278/2026) foi aprovado, criando incentivos fiscais para facilitar a instalação de centros de armazenamento de dados no Brasil. Embora o apoio político ao Redata esteja alinhado a uma argumentação a respeito da falta de infraestrutura tecnológica e da necessidade de defender a soberania nacional e digital do país, a facilitação da instalação desse tipo de infraestrutura privada em território nacional não é sinônimo de aumento da capacidade de controlar dados e de segurança cibernética. Isso porque essas infraestruturas são controladas por grandes empresas de tecnologia baseadas no exterior. Para que a instalação de datacenters realmente leve em consideração a soberania nacional e a sustentabilidade, ela deve considerar o controle das infraestruturas por órgãos nacionais, a transparência, os limites ao uso de recursos naturais e produtivos, o controle do licenciamento ambiental e o impacto socioeconômico e territorial sobre as populações locais.
Nas eleições de 2026:
O candidato Flávio Bolsonaro (PL) associa soberania à segurança pública e combate ao crime organizado e propõe integração comercial com fóruns internacionais e abertura de mercados.
O candidato Lula (PT) considera múltiplas dimensões para a soberania (militar, energética, alimentar, digital, tecnológica, sanitária) e propõe investimentos para desenvolvimento de tecnologias de defesa e articulações diplomáticas.
Nas eleições de 2026 ressaltamos a necessidade de conferir as propostas de cada candidato e a importância do voto. O primeiro turno do pleito somou 4,77% de brancos e nulos e 21% de abstenções de pessoas aptas a votar que não compareceram às urnas. Ainda que o voto não seja a totalidade do exercício dos direitos democráticos, ele reflete o poder da população de participar da política. Pedimos a toda a cidadania que participe por meio do voto consciente do segundo turno, em 25/10, que faz parte de um momento muito importante da democracia brasileira. Desejamos que o país continue sendo uma nação com autonomia política e com amplas capacidades para a continuidade de políticas públicas eficientes e para a criação de soluções que enfrentem os problemas estruturais e melhore a vida das pessoas.
*Aferramenta de inteligência artificial Gemini Notebook foi utilizada para comparar as propostas para os temas nos planos de governo dos dois candidatos concorrentes em segundo turno à presidência da república nas eleições de 2026 (Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As fontes consultadas foram os planos de governo dos candidatos publicados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).


